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Poluição no Rio de Janeiro

Poluição no Rio de Janeiro

Universidade Federal Fluminense

Projeto Rio de Janeiro: cenários atuais e futuros.

 

Resumo do texto: A POLUIÇÃO POR EFLUENTES DOMÉSTICOS NAS PRAIAS OCEÂNICAS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO: A PARTICIPAÇÃO DAS ONDAS E DOS VENTOS NO COMPROMETIMENTO DA BALNEABILIDADE.

Autores: Julio Fernandes de Oliveira[1] e Eduardo Bulhões[2]

Fonte:www.geo.ufv.br/simposio/simposio/trabalhos/trabalhos_completos/eixo4/010.pdf

Último acesso: 12/08/2011

Palavras-chaves: poluição, balneabilidade e zona costeira.

 

 

Os ambientes costeiros das grandes cidades litorâneas apresentam diversos problemas ambientais devido à grande pressão antrópica exercida nestas áreas, visto que a maior parte da população mundial está concentrada na faixa litorânea dos continentes.

A cidade do Rio de Janeiro possui um litoral conhecido mundialmente por sua paisagem peculiar. Cenário este, que sempre ou quase sempre esteve enraizado na cultura e no modo de vida do povo carioca, uma sociedade que valoriza muito tal paisagem. Sendo o mais importante dos recursos naturais desta cidade balneário, seja a qualidade de suas praias, de suas areias e águas costeiras.

Porém, a pressão e o conseqüente impacto da metrópole sobre a zona costeira pode ser notado quando se analisa a qualidade da água das praias da cidade do Rio de Janeiro através de indicadores microbiológica presentes no esgoto urbano.

Entende-se por balneabilidade, como a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, sendo este entendido como um contato direto e prolongado com a água, onde a possibilidade de ingerir quantidades apreciáveis de água é elevada (CETESB).

As principais fontes deste tipo de poluente marinho na orla oceânica carioca são os canais de maré, tubulações que escoam as águas da chuva e da drenagem adjacente para a areia das praias. Outra fonte significativa deste poluente marinho são os emissários submarinos.

A característica do aporte destes efluentes na costa, assim como a exposição oferecida aos banhistas e o risco associado, dependerá tanto de fatores físicos - geomorfologia local e drenagem adjacente, processos oceanográficos e meteorológicos - como fatores sociais – ocupações da costa e áreas próximas, qualidade do sistema de esgotamento sanitário local e também a freqüência de utilização pelos banhistas.

O objetivo geral deste trabalho é caracterizar a poluição das águas costeiras associada ao aporte de efluentes domésticos nas praias oceânicas da cidade do Rio de Janeiro, avaliando a influência dos fatores ventos e ondas no comprometimento da balneabilidade destas praias.

A área de estudo compreende as principais praias do trecho do litoral oceânico da cidade do Rio de Janeiro, que vai do extremo leste da praia do Leme em Copacabana até o canto oeste da praia da Macumba (ou Pontal).

Trata-se de praias oceânicas arenosas apoiadas sobre cordões litorâneos holocênicos, ao qual estão normalmente associados lagunas à retaguarda e pequenos canais de drenagem, separadas por promontórios rochosos cristalinos, expostas ao regime de micro-maré e dominadas por ondas, onde a instabilidade do perfil e a movimentação de bancos ocorre em função da formação de sistemas de correntes na zona de surfe.

Já em relação ao clima de ventos e das ondas neste litoral, os ventos de nordeste são os dominantes, enquanto que os ventos reinantes são os provenientes dos quadrantes sul e sudoeste. As ondas dominantes ao longo do ano são as provenientes de sul, com forte influência de sudeste. As reinantes também são as de sul, somadas as vindas dos quadrantes sudoeste e sudeste.

Foi observado neste estudo uma relação direta entre pluviosidade e comprometimento da balneabilidade. Outro ponto observado a partir da comparação dos dados de previsão da direção dos ventos e das ondas com os resultados das análises de colimetria foi que, em locais onde a(s) fonte(s) principal(is) de efluentes domésticos possuem alta vazão e estão constantemente conectadas ao mar, os ventos pareceram ser mais importantes no transporte deste poluente pelo litoral, em comparação com o fator ondas.

Já em locais onde as fontes são línguas negras ou canais de pouca vazão, em que a pluma poluente fique retida entre a zona de surfe e zona de espraiamento não se distanciando muito da costa, as ondas se mostraram ser mais atuantes no espalhamento destes poluentes pelo litoral, do que os ventos.

Estas associações entre o comprometimento da balneabilidade de certos trechos do litoral oceânico da cidade com a direção das ondas e dos ventos, assim como a influência de cada um desses dois fatores relacionados à forma em que o efluente chega à costa. Este trabalho obteve resultados que mostraram quais direções de ventos e ondas que comprometem as condições de balneabilidade de determinados trechos da orla oceânica carioca.

 


[1] Graduando em Geografia - UFRJ

[2] Professor Substituto. Departamento de Geografia - UFRJ

 

OBS: O Artigo completo da presente resenha encontra-se no seguinte link:

www.geo.ufv.br/simposio/simposio/trabalhos/trabalhos_completos/eixo4/010.pdf